“Defender a si mesmo”: um termo meio datado. É o que nós chamamos agora de assertividade. Mas eu ainda gosto de “defender a si mesmo”; esta frase cria uma direção clara para ação. Pesquisas mostram que as pessoas respondem melhor a verbos ativos do que a passivos. Nós também preferimos ser ordenados a o que fazer, ao invés do que não fazer. Então, eu lhe darei um conjunto de verbos ativos – sua “lista para-fazer” para se defender sozinho em qualquer situação.
Diagnosticar. A necessidade de autodefesa implica que uma força está lhe puxando para baixo. Um tipo de gravidade emocional agindo sobre você. Há alguma pessoa que você precisa apoiar? Você se sente esmagado em uma certa situação? Ou, talvez, geralmente você se sente empurrado para baixo? Quem possui o problema? Decidir isto irá ajudá-lo a decidir como melhor defender a si mesmo.
Suportar (firme). Se você está sendo empurrado por certa pessoa ou em certa situação, você precisa agüentar física, emocional e socialmente. Quando eu estava no ensino médio, eu li um ótimo livro chamado Body Language (Linguagem Corporal) de Julius Fast. Ele teve um culto que segue por uma boa razão; a linguagem corporal nos ajudou a entender o que nós comunicamos com os nossos movimentos, gestos e posturas. Ficar ereto sugere confiança, mesmo se você não se sente confiante, aja e aparente estar. Como o velho slogan da Al-Anon diz, “Finja até que você o faça.”
Olhe seu opressor nos olhos. Outra deixa não-verbal. Cachorros fazem isso para mostrar superioridade. Olhar um cão nos olhos diz, “Eu vejo você e posso suportá-lo”. O medo olha longe, a confiança é direta.
Não “espere por isso”. Eu não sei quantas vezes que eu estive em uma situação com uma pessoa com quem eu tenho uma história de interação negativa; eu sento lá, totalmente tenso, esperando pelo inevitável estalo. Por dentro, eu estou fervendo: “Só diga algo. Dessa vez eu farei algo. Dessa vez será diferente.” Mas não é, então eu tenho de...
Quebrar o ciclo. Levante, caminhe. Aja como se você nem saiba que ela está lá. Se envolva numa conversa com alguém sobre algo completamente separado dela.
Se ela interromper ou penetrar na conversa, assuma o controle. Eu fiz isso como um professor substituto uma ou duas vezes com ajudantes que fazem um jogo que chamo de “confunda o substituto”; há uma minoria que tenta aparentar se sentir melhor ao não dizer ao substituto o que ele precisa saber e, então, interrompe rudemente para indicar quando o substituto faz algo diferente do normal. Naturalmente isso é confuso para os estudantes e nada profissional. Eu aprendi a não discutir ou me defender. A bola está no meu campo e eu planejo jogar. Olhe para ela por um momento. Todo mundo ficará quieto, esperando ver o que você fará. Deixe-a começar a suar. Vire-se para a pessoa com quem você estava falando (no meu caso, a turma). Diga, “por favor, me desculpe pela interrupção; aparentemente minha atenção é necessitada”. Eu garanto que você se sentirá bem sobre como você permaneceu calmo. As outras pessoas ficarão impressionadas com como você lidou com a grosseria.
Fale primeiro. Se você perceber uma abordagem de confronto, antes que seu antagonista tenha a chance de iniciar o ataque, corte-o. Mude o assunto, faça uma piada, comece uma conversa com alguém, pergunte-a uma questão direta. Lance uma bola curvada. Eu uso uma metáfora do futebol. “A melhor defesa é o ataque”. Dita de forma diferente, seja proativo. Você comanda os chutes.
Não importa como isso terminar, fique tranqüilo. Se você permaneceu calmo e fundamentado, isso é tudo o que interessa. Bom para você.
Lembre-se o que a ex primeira dama Eleanor Roosevelt comentou: “Ninguém pode fazer você se sentir mal perante si mesmo sem sua permissão.” Não dê a permissão.
Required Tools:
Paciência com si mesmo.
Prática.
Auto-confiança.
Quick Tips:
Fique frio.
Finja até fazer.